terça-feira, 19 de outubro de 2010

Piza Doce de Maça e Banana

A febre das pizas doces anda no ar, pelo menos aqui por casa...
E continuei...
A mesma massa de piza, fresca, marca Continente e é só desenrolar...
Pincelei a superficie com leite condensado e polvilhei com um pouco de coco.

Descasquei uma maças e cortei em fatias que pus por cima do leite condensado, fazendo flor.
Acrescentei algumas rodelas de banana, salpiquei com alguns pinhões e passas de uva seca.
Polvilhei também com açúcar amarelo e canela.
E foi ao forno até cozer a massa.


Espectacular!!!
Vieram para ficar na minha lista de receitas!

Exparimentem...vão adorar.

Pizas Doces

Já tinha ouvido e visto algumas fotos de pizas doces, mas numca provei nenhuma! Bem, até há poucos dias, porque vai não vai, faço não faço, acabei por as fazer e às "cegas"!
Comprei massa piza, no Modelo, de marca Continente, é só desenrolar e guarnecer.
Ora bem, desenrolei e pincelei com caramelo liquido.
Depois fui pondo bocadinhos de ananás fresco e de lata (aproveitar as sobras), bocados de banana, pinhões e quadrados de marmelada de goiaba.
Polvilhei com açúcar amarelo e um pouco de canela...ah! adoro o cheiro de canela!!!
Levei ao forno só até cozer a massa...e eis o produto final...

E quero eu emagrecer!
Todos adoraram...todos não, o marido não engraça com pizas, sejam elas doces ou salgadas.
Ora, mais sobrou para nós...


domingo, 19 de setembro de 2010

Pasteis de Belém!

Há uns tempos atrás, durante vários dias e noites eu só pensava em pastéis de nata, quentinhos, de Belém... os benditos pasteis não me saíam da cabeça, babava-me pensando neles, imaginado-me a comer uma dúzia deles, quentinhos... mas o problema era o itenerário...tenho uma facilidade em perder-me!!! e os pasteis sem sairem da minha cabeça!
E de repente encontrei a solução para poder chegar até aos desejosos pasteis...comprar um GPS!
Às vezes até eu me assusto! se bem o pensei melhor o fiz...comprei o dito GPS. Comprei-o à Sexta-feira e no Sábado meti-me no meu carrito mais a minha filhota mais nova e ...zelpa, aí fomos nós a caminho... e foi divertido o passeio até aos Jerónimos, não é que a menina do GPS "carregava" nos RRRR? bem, imaginem...na zona de Lisboa hà uma terra chamada Buraca, pois a menina dizia BURRACA! e a minha filhota informava-me (ela era a minha co-piloto), mãe a seguir é Burraca...
e eu:.
_Burraca? mas aqui não conheço nenhuma Burraca, conheço é Buraca!!!
E a minha filhota deu-me a escolher se queria mudar a fala para masculino????!!!
Respondi apressadamente que ali no meu carrito não entra HOMEM! prefiro continuar com os RRRRRs...
E lá chegamos ao JeRRónimos...hehehehe quero dizer Jerónimos!




Não fiquei mal nas fotos, pois não?
Com o calor que estava neste dia, bem que me apeteceu dar um mergulho na Fonte. Impossível, havia muitos policias a "passear" por ali
Aqui é a minha filhota ao pé da estatua dos Kelpies.
O saquinho que ela tem na mão, são os sapatitos que lhe estavam "roendo" os pézitos! tive que lhe comprar uns chinelitos...
Andamos a passear a tardita toda, eram 17h e picos quando entramos na famosa casa dos pasteis de Belém.
Tanto desejo durante dias e noites e naquele momento só comi dois!!!!!!! O calor era tanto que os benditos pasteis tornaram-se nos malfadados pasteis. O dia estava um "forno" e os pasteis acabadinhos também de sair do forno, foram comidos a assoprar, ainda queimei os lábios e a lingua de tão quentes que estavam.
A filhota só comeu um e a acompanhar um sumo bem gelado!

Olhem, tantos...
Acreditem que só volto a ir aos pasteis em pleno Inverno, nessa altura sim, irá me saber bem .

E a viagem de regresso também foi muito acompanhada de ERRRs...
Exemplos: Vila Frranca de XiRRa, SamoRRa Correia, ÉvoRRA...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Bebés! Bebés! Bebés!

A Jiss e o Joca, estão de Parabéns; tiveram trigémeos! e são tão lindos os bebés!

Nasceram há 1 mês, ainda mamam e na hora da mamada é uma grande confusão de patas e caudas, pois eles são irrequietos. A Jiss é que tem uma extrema paciência, sujeita-se a tudo dos seus filhotes.

A sua raça é: Jaculus Orientalis, procurem no google, imagens e videos, são uns animais espectaculares e fora do vulgar, existem poucas pessoas a terem estes animais em casa, é tão fora do vulgar a sua aparência que as pessoas os consideram "esquisitos" mas acreditem que são uns animais lindos e meigos.

É muito difícil estes animais procriarem em cativeiro, mas nós conseguimos! Hurra!

O macho encontra-se sózinho no 1º terráreo, 80cmx45x45, pois a Jiss é agressiva com ele, pois está cuidando dos bebés e na fase da amamentação ela dispensa o macho junto dela.

Ela e os filhotes estão num terráreo de 1,10mx50x50 cm.

Os pequeninos, já pulam e correm por todo o terráreo, agora têm espaço. Além do leite da mãe, já vão também roendo a ração, comendo alguma verdura e feno. São muito meiguinhos quando pegamos neles. Ainda não têm nome! mas já sabemos que são 2 femeas e 1 macho.








terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mosaico Gelatinoso

Estava eu a fazer uma pausa, depois do almoço, em cima da minha cama, tentando NÃO adormecer, a aguardar que chegasse as 14 horas para ir trabalhar, quando toca o telemóvel.
Quem haveria de ser? A minha filhota, a senhorita enfermeira Filipa, pedindo urgentemente esta receita para as suas colegas.
É que ela tem por hábito levar para o emprego um docinho que a mãe (eu) sempre faço para ela...
Portanto senhoritas enfermeiras, vosso pedido é um prazer para mim...

Ingredientes:
1 pacote Gelatina Morango
1 pacote Gelatina Ananás
1 pacote Gelatina Tuti Fruti
1 pacote gelatina pêssego
(pode por outros sabores à escolha)


12 folhas (pequenas) de Gelatina branca
100 ml leite
1 lata leite condensado
1 lata (400 ml) leite de coco
1 pacote (200 ml) natas


De véspera, prepare as gelatinas de sabores, conforme indicação do fabricante.
ham ham! nada de por açúcar,nem sequer uma colherzinha!


No dia seguinte, já tem as gelatinas de sabores, solidificadas! Corte-as aos quadrados, ou outra forma qualquer, tentei cortar em corações, mas as forminhas dos meus biscoitos eram grandes demais!

Numa tigela bem grandinha, bata o pacote das natas até ficarem mais volumosas, junte o leite condensado e bata mais um pouco, junte o leite de coco e mexa novamente. Aguarde
Numa tigela com água fria, demolhe as 12 folhas de gelatina ( 5m)
Entretanto aqueça os 100 ml= 1 dl de leite bem quente e junte as folhas de gelatina (retiradas da água e escorridas). Mexa até ficarem diluídas no leite, por completo.
E junte este leite ao preparado anterior e mexa novamente.

Como já entretanto tem as gelatinas de sabor, cortadas aos bocados, junte-os ao preparado branco e mexa apenas um pouco para distribuir as gelatinas, uniforme...


A quantidade das gelatinas é posta a seu gosto, eu umas vezes ponho mais quantidade, outras menos. Bem, aqui exagerei na quantidade, dá para ver, não!
Mas fica sempre bem, com pouco ou com muito. Não se preocupem!

Deite este creme numa forma redonda ou com buraco no centro, previamente molhada com água fria. (Não limpe!)
... e leve ao frigorífico umas 4H + ou -. Solidifica muito depressa.

Para desenformar, introduza um pouco a forma num recipiente largo e com água quente , + ou - 1 a 2 minutos.
Depois é só fazer como num pudim, virar a forma num prato de ir à mesa.

E eis o resultado final. Um espectáculo de cor e sabor

E o meu lema: Simples e rápido de se fazer!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bolachinha Americana!!!

Eu não disse? Comprei!
Quis o destino que eu olhasse para o jornal do Lidl ( e eu não gosto de ler jornais!) e que vejo eu? a dita maquineta!Pensei instantaneamente que devia ser já um jornal antigo... vejo a data e ...era para o dia seguinte! resolvi que logo pelo abrir da porta iria lá estar.
Se bem o pensei, melhor o fiz. Chegei atrasada, mas comprei uma.
Aqui está a experiência desse mesmo dia.
A receita vinha incluído no livro de instruções.

Ingredientes:
250 g de açúcar
125 g de manteiga
2 ovos
250 ml água quente
250 g farinha

Derrete-se a manteiga e mistura-se com o açúcar, os ovos .
Acrescenta-se a farinha , e vai-se mexemdo e alternando com a água.

Pode-se acrescentar diferentes sabores à receita básica.
Para isso, adicione simplesmente, conforme o seu gosto: aroma de rum, limão ou baunilha, ou até canela em pó, ou mesmo aniz.

Eu na última fornada acrescentei um pouco de canela em pó à massa.




A maquineta trás uma peça que ajuda a fazer os canudos. Fácil!

Experimentei levar para o meu local de trabalho, uma caixa de bolachinhas.
À tarde, comprei 3 caixas de gelado, depois, eu e a minha colega, mais alguns colegas de trabalho fizemos uma pausa "coca cola Light" e o resultado foi este:

Simplesmente DELICIOSO!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bolos Lêvedos na MFP

Tenho estado a aguardar que o pasteleiro de Vila Nova da Barquinha, me enviasse uma caixinha de pirilaus, via CTT, conforme o combinado, liguei várias vezes para o seu telemóvel, mas nunca obtive resposta! e assim desesperei de ver e provar os tão famosos pirilaus!
Como ando sempre numa constante procura de coisas novas para fazer, dei de caras com os bolos lêvedos, dos Açores.
Fiquei cativada por eles!
Procurei receitas, fiz comparações, todas me pareciam quase iguais, levando em consideração os ingredientes e também o amassar, o levedar...
E, dei de caras com esta receita e ainda por cima, feita na MFP!Nem deu tempo para pensar!
Mãos á obra!
Só vos digo isto... de há uma semana para cá, faço esta receita todos os dias e ainda ninguém se enjoou!!!!!!!!!
Ingredientes:
2 dl de leite morno
200 g açúcar amarel0
2 ovos batidos levemente
125 g manteiga derretida
q.b. raspa de limão (1 limão pequeno)
1 colher (sopa) de aguardente (em vez de 2 colheres aguardente, alterei para 1 + 2 de Jeropiga)
2 " (sopa) de vinho licoroso Jeropiga
1 colher (chá) (mal cheia) de sal grosso
625 g farinha trigo (utilizei já diferentes farinhas e não se nota a diferença)
2 colheres (chá) fermento biológico
Colocar pela ordem indicada nos ingredientes, na cuba da MFP.
Selecionar o programa "Massa" = a 1h 30m e deixar levedar dentro da MFP.


No fim do programa acabar, retirar a massa e deitá-la numa superfície enfarinhada.
Tender bolas e eu optei por po-las num tabuleiro e levar ao forno a 40º, durante 1 hora , para levedar mais um pouco e aumentar de tamanho.



Vejam a diferença do antes e do depois. Os espaços entre elas.



Numa frigideira anti-aderente e SEM GORDURA, colocam-se nesta, achatam-se com uma colher espátula.

E alouram-se...





Ai! quentinhas são de comer e pedir mais...

Massa super macia, saborosa e sequinha!


Bela Fornada, hem!?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pirilaus de Vila Nova da Barquinha


Lenda do Moinho de Vento

(Polígono de Tancos)


Já lá vão tantos e tantos anos que não será possível contá-los pelos dedos.
Ele lá estava , inocente, a cair de velho, à espera de alguém que lhe deitasse a mão.
Das velas, nem uma réstea que servisse de amostragem, e o redondo da estrutura já desmoronava.

Na minha passada miudinha, própria de um menino de tenra idade, passava por ali, na companhia da minha avó Felicíssima. Ao deixar para trás o velho Moinho, seguíamos estrada fora até a azenha do Reles Bicho. Ali, a talega do milho, resultado do Rabisco, era trocada por farinha, que acabaria em pão no forno do Aparício.

Muito em jeito de Forno Comunitário, permitia o bondoso do dono que os pobres da Vila da Barquinha, tivessem aquela regalia. Mas a ida à azenha do reles Bicho, estava relacionada com o valor da maquia. Numa altura que os ganhos eram poucos e o comer tinha que dar para muitos, a minha avó, já com a saquita da farinha à cabeça, a desconfiar de tão pouca fartura, lá me dizia:.
- Olha filho, a gente muda de moleiro, mas não muda de ladrão.
E, apanhando o fresco da manhã, tinhamos a primeira paragem no Fontuário sobranceiro ao Moinho de Vento. Aí, enquanto minha avó descansava, eu tentava ler nas pedras do Moinho a sua brilhante história. Ao sentir-me chocado pelo seu estado de abandono, também me ressaltava à ideia, que nem só "as árvores morrem de pé".
Lá dentro, sem respeitar a saudade deixada pelo último Moleiro, um atrevido Zambujeiro, em jeito de ocupação selvagem, ía impondo a sua presença, como o bestunto fosse o dono do singelo Monumento.

E a minha curiosidade levava-me a pedir à minha avó explicações sobre o funcionamento daquela máquina. E a pobre velhota lá dizia: primeiro temos a Moega, aonde se deita o cereal. Depois, a Mó andadeira que recebe o movimento a partir do vento, dado que a outra é fixa e dá pelo nome de Poiso. A peça que puxa o cereal da Moega para o orifício da Mó, a fim de resultar em farinha, chama-se Cadelho. Saltita por cima da Mó andadeira, e vai puxando o cereal. Mas para o pão alvo, há que utilizar outra Mó, e no Picar da Pedra é que está o segredo de uma boa farinha.

Da sua explicação, levou-me a fazer um versinho a um amor escondido que tinha na minha rua:


Moinho de Vela branquinha
A Mó a moer o pão
Só me lembra a Fernandinha
A moer-me o coração

Mas a Fernandinha foi ouvir versos para outra freguesia, eupor cá fiquei preso às bonitas histórias da minha avó e às belezas que começam a despontar em todo o meu Concelho.

E, junto ao Moinho, olhando o Tejo, lá via passar os barcos carregados de pedra para os rombos da Má-Lã, Patacão, Labruja deixados pela última cheia. Homens do Tejo para quem o Tejo foi vida, dor e alegria. Muitos já caíram no esquecimento, mas vale a pena lembrar uns em memória dos outros: O Zé Bragança, o Joaquim matuto, o Barbisco, o António Matuto, o Álvaro Relampantão, o Raul Vadío, excelente cozinheiro cujas receitas mereciam uma recolha.

Por todos eles, quedo-me no meu silêncio em descanso das suas almas.

Ali perdia horas, quando minha avó subia a meia encosta e me deliciava com a beleza da sua Lenda. E, ao mesmo tempo em que me dizia que todas aquelas Azenhas, os Moinhos de Vento e o próprio Lagar de Varas, foram pertença da Ordem dos Templários que, na época, cultivavam todo o Vale de Laveiros.

Também me dizia que o Moleiro, além do trabalho, vivia dividido entre um sorriso e uma lágrima. Um sorriso, quando em noites luarentas, via o vetusto Castelo de Almourol esbatido nas águas do Rio, sobressaindo de todo o cenário a bonita Torre de Menagem. Uma lágrima, quando via passar no outro lado da encosta os Condenados a a caminho do Cadafalso. É que, segundo a minha avó, o povoado de Tancos tinha a justiça em Última Instância.

E lá me ía encantando com tanta sabedoria que, por instantes, ficava preso ao Adágio Popular " Cada velho que morre é uma Enciclopédia que se perde".

De uma memória de meter inveja, apontava-me o janelo, por onde o Moleiro espreitava o Tempo para orientar as velas e por onde via passar de quando em quando o bondoso Frade Ambrósio, que aproveitando um caminho pedonal, que vinha do Convento do Loreto, tomava o caminho do cais de EL-Rei, que ficava ali a dois passos. De chapéu preto de aba larga, envolto no seu farto capote, carregava numa das mãos uma bonita cesta de verga, rematada no fecho com duas asas. Orgulhoso da sua nobre missão, Confessor das Noviças e das Freiras do Convento de Odivelas, tinha acedido ao honroso convite da Madre Paula, Madre Superiora daquela instituição.

De quinze em quinze dias dias, do Cais de EL-Rei ao povoado de Sacavém, seguia de água abaixo o bom frade, aproveitando o tempo de viagem para estudar as penitências.

No Reino vivia-se em franca prosperidade. Era senhor do Reino de Portugal, o monarca D. João V e o ouro que vinha do Brasil permitia a felicidade de muita gente. O Clero e a Nobreza eram os mais bafejados, e os Conventuais viviam à tripa-forra. Pela fartura e com farinha produzida ali no Moinho, os Frades começaram a ensaiar a sua doçaria.

Segundo a lenda, e em homenagem às gentes do Tejo, logo o primeiro bolo a fazer-se no Loreto, veio a ter o nome do barquinho.

E, nas suas regulares visitas ao Convento de Odivelas, não se esquecia o Frade Ambrósio de levar um bolinho para cada residente.

Quando o Trem transpunha o portal de cerca do Convento e a sineta anunciava a chegada do Frade, logo aumentava a ansiedade.

Como o bolo se apresentava de uma forma cilíndrica, as Freiras não tardaram a chamar-lhe o Pirilau do Frade Ambrósio.

Reza a lenda que, no Convento, passou a haver desassossego por causa do Pirilau, e, ao que se sabe, até a madre Paula não escapava à tentação.

Pelos vistos a doçaria do Convento do Loreto tinha muita qualidade. Mas, apesar de tanto entusiasmo, o imprevisto veio a acontecer e, no Convento de Odivelas, o Pirilau do Frade Ambrósio, acabou por cair em desgraça. De uma falta de interesse de bradar aos céus, as Freiras já não o procuravam. Por essa altura, dizia-se à boca pequena que a Madre Paula era amante de EL-Rei D. João V, mas o Frade Ambrósio, alheio ao que o povo dizia, não esperou por mais tempo e, de confissão em confissão, veio a descobrir que as Freiras já faziam marmelada.

No Convento do Loreto, ninguém queria acreditar e, logo começaram a aparecer Bolos com formatos pouco ortodoxos. É que, além das Barrigas de Freira, já tinham perdido o controle das boas maneiras.

Quem não esteve pelos ajustes, foi o Frade Superior que, por castigo, vendeu todo o gado existente nas Cavalariças, obrigando os Frades a andarem a pé. Até dizia que um Frade apeado pensava melhor do que um Frade bem montado.

Com a ideia os Frades ficaram desolados, mas vieram a saber que ali, havia um Deus a governar.

Talvez por esta medida, as Pias aonde os animais por tantos anos beberam água, ornamentam ainda hoje o bonito Chafariz da Vila Nova da Barquinha, a quem o povo trata por Chafariz Velho.

Mas voltando à marmelada, depressa veio a fama e os doces do Convento de Odivelas pousaram para a história.

Menos sorte tiveram os Pirilaus do Convento do Loreto que, se viram abafados pela marmelada das Freiras.

E aqui está a história de um bolo, que apesar de uma longa caminhada, chegou aos nossos dias. Ele que foi a cobiça das Noviças e das Freiras, guarda religiosamente o nome que recebeu no Convento de Odivelas:

O Pirilau do frade Ambrósio

terça-feira, 13 de abril de 2010

A minha horta e jardim

Agora que estou xecando a velhice, é que me apeteceu fazer uma horta e jardim em vasos...podia dar para pior! Até parece que não tenho nada para fazer! Mas estou adorando.

As Malvas

Sardinheira

Cravinas

Estas não sei, voçes sabem?

Um cantinho...
As ervas aromáticas de compra são boas, mas as comidas preparadas com as plantas frescas...ainda melhor.

Tomilho

Oregãos

Cebolinho

Majericão
Que por esta altura do campeonato, o Tininho fez o especial favor de o comer todinho, só deixou uns talos, depois ficou de diarreia. Bem feito para não por as dentuças onde não deve...
Hortelã
Aquase, Idem aspas aspas
Ah tininho, se se apanho, mordo-te as orelhudas!

Erva Cidreira, a rebentar...